quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Em breve...

Olá meus queridos!

Como vcs estão?

Venho até aqui hoje para informar a todos os meus amigos que logo logo o blog voltará à ativa.

Sinto muita saudades desse meu cantinho e também sinto saudades dos amigos que, diariamente, me brindavam com sua presença e carinho.

Em breve retornarei, também, as visitas nos blogs amigos.

É apenas questão de dias agora. Minha dissertação de mestrado já está quase pronta e então voltarei a ter tempo... Além disso, minha mãe, graças a Deus, já está melhor, e isso tirou o peso enorme que eu estava sentindo.
Agradeço muito todo o apoio que recebi!

Vocês prometem me aguardar? ;)

Um beijo enorme em cada um de vcs que sempre passa aqui deixar seu carinho!

Déia

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Triste retrato da nossa sociedade...

 
 Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
 enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
 sob esse critério, vira mera sombra social.
  Plínio Delphino, Diário de São Paulo.



 O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
 oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
 constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
 invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
 comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
 percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
 social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
 Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
 R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
 de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
 significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
 pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
 como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
 passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
 esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
 ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
 diz.
 No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
 garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
 caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
 classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
 se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
 pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
 serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
 grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
 o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
 claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
 refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
 barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
 parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
 Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
 comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
 Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
 eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
 andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
 biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
 em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
 trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
 meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
 cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
 não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
 Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
 situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
 aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
 por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
 passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
 Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
 inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
 que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
 homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
 deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
 Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
 tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
 nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

Que isso possa nos servir de reflexão para que analisemos como temos tratado as pessoas que nos cercam...

Abraços a todos,
Déia

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tempo

 

 

Tempo

Carlos Drummond de Andrade

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente…
…Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

Desejo a todos os amigos que passeiam por aqui um 2012 repleto de alegrias, de amigos verdadeiros, de paz, amor, harmonia, saúde e sucesso!!!
Sei que estou ausente, tanto aqui do meu blog, quanto dos blogs amigos, porém peço que, se possível, me aguardem, pois logo logo estarei de volta!
Um abraço apertado a todos!
Deia

sábado, 24 de setembro de 2011

O gosto das manhãs


Há pessoas que precisam de certo tempo, assim que acordam, para recuperar o prazer de se sentirem vivas. Espreguiçam-se na cama com fastio, deixando ao relógio a tarefa de eliminar os resíduos de mau humor que a noite deixou neles. Estão em dissonância até com sua respiração, precisando resgatar mentalmente alguma situação agradável para que o ato de levantarem não se transforme numa tortura. Nunca senti isso. E a clareza aumenta nesses dias de primavera, quando, ao abrir a janela, recebo uma lufada de perfume vindo dos pés de laranjeira e das glicínias. Fui abençoado pelos deuses com um humor fácil, ligeiro, assim que me sinto desperto. Só em raras situações, quando um grave problema ou dor física tomam conta de mim, não me considero disposto a experimentar o gosto pelas manhãs.

Tenho o privilégio de trabalhar em casa nas primeiras horas do dia. Durmo cedo e raramente acordo depois das sete horas. No máximo sete e meia, nos finais de semana. Com isso ganho disposição e tempo para fazer tudo o que quero e preciso. Sou um ser de hábitos, que acredita na rotina como um católico acredita no poder da confissão. Não vejo problema algum em repetir situações que me deixam feliz. Por mim, a vida inteira poderia se passar dentro de um pequeno espaço onde coubesse tudo que amo. Não estou disponível para o distante, o exótico. Gosto dos previsíveis abraços, das previsíveis palavras que recebo de meus amigos, dos previsíveis rostos que alimentam minha afetividade. Restrinjo meu mundo para que ele seja maior, para que eu possa explorá-lo em toda a sua extensão. Talvez um dos males contemporâneos seja o de nos cansarmos fácil demais de tudo. Só nos interessam as novidades. Que já nascem velhas.

Sinto, também, disposição para acolher o melhor, treinando meus olhos para as delicadezas. Faço um exame diário, na tentativa de encontrar as fissuras, os arranhões que me impediram de ficar bem em determinado momento. Não quero passar aqui a imagem de um ser que se alça acima dos demais. Essa percepção é resultado de um grau maior de atenção, apenas isso. De um constante observar-se, exercício que resulta na descoberta de falhas de comportamento que podem ser evitadas. Essa ração diária de lucidez é fruto das meditações que faço, da tentativa de não reagir à violência com violência. Seja ela de ordem física ou psíquica. Sinto-me mal toda vez que entro em conflito com alguém. Tenho horror a qualquer embate onde a agressividade seja a nota que conduz a discussão. Acredito mais em respostas do que em reações.

Assim, agrada-me cada vez mais me saber vivo em todas as horas que se derramam sobre mim. Risco, sempre que possível, a palavra planejamento da minha mente. Que tudo se faça ao correr das circunstâncias. Procuro me livrar do interesse pelas coisas materiais, ganhando assim largos espaços para a leitura, os passeios, o cinema, a busca pelo outro. Viver é rápido e não admite amadorismo. Sei que cometo muitos erros, mas não quero que eles definam minha fisionomia. E lembro sempre da frase que minha terapeuta me disse: “Você prefere ter razão ou ser feliz?” Esforço-me para abdicar da primeira, mesmo que o ego se contorça, raivoso, dentro de mim.

Nem sempre estou imune à inveja, mas não jogo xadrez com ela. Não me interessa desafiá-la. Apenas a encaro de frente, como um inimigo mais fraco do que eu. Já vi pessoas próximas sucumbirem, mesmo sendo ricas interiormente, porque acreditavam que outros não mereciam o que tinham. Ficavam paralisados diante de um falso fulgor alheio. Não percebiam que estavam sentadas sobre uma mina de ouro. Invejar é uma maneira de vestir a vaidade de modéstia.

Acordar nesta primavera e mastigar o gosto das manhãs. Saber, com humildade e reverência, que um dia a mais é um dia a menos, brincando com os minutos como uma criança faz com uma bala em sua boca. Ser essa criança, nascendo quantas vezes for preciso. Espreguiçar-se entre os lençóis embebidos de nossos corpos. Lá fora, o sol ou a chuva nos esperam. Depois, o fim. Mas bem depois, bem depois. 
Texto de Gilmar Marcílio

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ganhou Mostrou

Olá meus queridos tudo bem?

Hoje vim mostrar p/ vocês a fotinho da nossa querida leitora Edivaneide Lima, a feliz ganhadora do sorteio do Devaneios em parceria com o blog Escritos Ideológicos, da campanha Livro é pra Circular.

Vejam só a carinha de feliz dela?  ;-)
E ela ainda fez um post super fofo falando do prêmio que recebeu!

Passem lá no blog dela, o Manias da Diva para conferir.

Edivaneide, querida, obrigada por compartilhar sua alegria pelo recebimento do prêmio, viu?

E obrigada também a querida @AnakiT por proporcionar, com sua belíssima campanha Livro é pra Circular, esse sorteio aqui no blog!

Grande beijo a todos!

Déia


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva


Meus queridos amigos!

Recebi o convite da querida Van, do blog Retalhos do que sou, para fazer, hoje, uma blogagem coletiva por conta do dia de hoje, 7 de Setembro.

Então fiquei pensando e pensando e pensando sobre tudo o que eu gostaria que houvesse de mudanças aqui no país e sabe a qual conclusão eu cheguei?

Concluí que de nada adiantaria eu fazer um post imenso discorrendo sobre todas as coisas erradas e sobre tudo o que deveria mudar... E sabem porquê?

Porque a mudança tem que partir de cada um de nós.

A mudança que queremos ver no país tem que, primeiro partir de nós mesmos, mudando pequenas atitudes do dia-a-dia.

Portanto, aqui vai meu apelo:
SE VOCÊ QUER UM BRASIL MELHOR, INICIE A MUDANÇA PRIMEIRAMENTE EM SUAS ATITUDES!

Beijos a todos!

Déia

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

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