segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Pois é...



Dentro dos anos de minha vida, eu, Tenzin Gyatso, o monge buddhista, serei apenas uma lembrança. Na verdade, é pouco provável que qualquer uma das pessoas que estejam agora lendo estas palavras possa estar viva daqui a cem anos. O tempo passa inexoravelmente. Quando cometemos erros não podemos voltar os ponteiros do relógio para tentar outra vez. A única coisa que podemos fazer é usar bem o presente. Então, quando nosso último dia chegar, poderemos olhar para trás e ver que vivemos vidas plenas, produtivas e significativas, o que nos trará algum conforto. Do contrário, a tristeza pode ser muito grande. A escolha entre as duas alternativas cabe somente a nós.

A melhor maneira de ter certeza de que um dia nos aproximaremos da morte sem remorsos é agindo de maneira responsável e manifestando compaixão pelos outros no presente. Na verdade, isso é de nosso próprio interesse e não apenas porque vá nos beneficiar no futuro. Como vimos à compaixão é uma das coisas que mais dão sentido às nossas vidas. É a fonte de toda felicidade e alegria duradouras. É o alicerce de um bom coração, o coração daquele que age motivado pela vontade de ajudar os outros. Por meio da bondade, da afeição, da honestidade, por meio da verdade e da justiça para com todos os outros é que asseguramos nossos próprios benefícios. Esta não é uma questão para ser debatida com teorizações complicadas. É uma questão simples, de bom senso. Não há como negar que a consideração pelos outros é algo valioso. Não há como negar que a nossa felicidade está inextricavelmente entrelaçada à felicidade dos outros. Não há como negar que, se a sociedade sofre, nós também sofremos. Nem há como negar que quanto mais animosidade há em nossos corações, mais infelizes nos tornamos. Por isso, podemos rejeitar tudo o mais: religião, ideologia, toda a sabedoria recebida. Mas não podemos escapar à necessidade de amor e compaixão (...)


A aquisição de objetos materiais não proporciona satisfação duradoura. Não importa quantos amigos conquistemos, não serão eles que de fato vão fazer a nossa felicidade. E entregar-se aos prazeres dos sentidos é apenas um convite a várias formas de sofrimento. É como o mel lambuzado na lâmina de uma espada. Nem por isso devemos desprezar nosso corpo. Pelo contrário, pois não podemos fazer nada por ninguém nem por nós mesmos sem que ele esteja bem. Mas precisamos evitar os extremos que podem nos prejudicar.

Quando nos concentramos no que é mundano, o essencial permanece escondido de nós. É claro que se pudéssemos ser verdadeiramente felizes dessa maneira, este tipo de vida seria inteiramente razoável. Mas não podemos. Na melhor das hipóteses, a vida vai transcorrendo sem grandes aborrecimentos. Mas os problemas chegam, mais cedo ou mais tarde, e nos encontram despreparados. Não sabemos como lidar com eles. E nos desesperamos, e nos lamentamos.

Portanto, uno minhas duas mãos e apelo a você, leitor, para que torne o resto de sua vida tão significativo quanto possível. Faça isso através da prática espiritual, se puder. Como espero ter deixado claro, não há nada de misterioso nisso. Consiste apenas em agir levando os outros em consideração. E se você o fizer com sinceridade e persistência, pouco a pouco, passo a passo, será capaz de reordenar seus hábitos e atitudes e pensar menos em seu pequeno mundo de interesses e mais nos interesses de todas as outras pessoas. E encontrará paz e felicidade para si mesmo.

Viva com a mente no presente, com sabedoria para planejar o futuro e guarde apenas do passado aquilo que te fez crescer, sem saudosismo. Abandone a inveja, o ciúme, controle sua língua, procure não ser uma pessoa irritada, brigona, raivosa, sem controle emocional, desapegue-se do desejo de sobrepujar os outros. Em vez disso, tente fazer bem a eles. Com bondade e gentileza, com coragem e confiando que é assim que terá sucesso de fato, receba-os como um sorriso. Seja franco e honesto. Seja uma pessoa de palavra. Quando promete que vai fazer algo, cumpra realmente o que prometeu fazer. E tente ser imparcial. Trate todos como se fossem amigos muito próximos. Não digo isso como Dalai Lama ou como alguém que tenha poderes ou talentos especiais. Não os tenho. Falo como um ser humano, alguém que, como você, quer ser feliz e não sofrer.

Mas se você por algum motivo não puder ajudar os outros, procure ao menos não lhes fazer nenhum mal. Considere-se um turista. Pense no mundo como é visto do espaço, tão pequeno e insignificante, e ainda assim tão belo. Haveria realmente alguma coisa a ganhar fazendo mal a alguém durante a nossa estada aqui? Não seria preferível e mais razoável divertir-se e aproveitar a ocasião tranqüilamente como se estivesse visitando um lugar diferente? Portanto, se em seu passeio pelo mundo você dispuser de um momento, tente ajudar, mesmo que de forma modesta, aqueles que são oprimidos ou que por alguma razão não podem ou não querem ajudar a si mesmos. Tente não dar as costas àqueles cuja aparência é perturbadora, aos maltrapilhos e enfermos. Procure nunca pensar neles como se fossem inferiores. Se puder, não se considere melhor do que nem mesmo o mendigo mais humilde. Vocês dois terão a mesma aparência depois da morte.

Para encerrar, gostaria de compartilhar com você uma breve oração que serve de grande inspiração para meu propósito de fazer bem aos outros.


Que eu me torne em todos os momentos, agora e sempre,
um protetor para os desprotegidos,
um guia para os que perderam o rumo,
um navio para os que têm oceanos a cruzar,
uma ponte para aos que têm rios a atravessar,
um santuário para os que estão em perigo,
uma lâmpada para os que não tem luz,
um refúgio para os que não tem abrigo
e um servidor para todos os necessitados.


S.S. o Dalai Lama - Uma Ética para o Novo Milênio

Tente Outra Vez


as, Paulo Coelho, M. Motta
Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou
Tente
Levante tua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Há uma voz que gira bailando no ar
Queira
E basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Tente outra vez
Tente
Não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez
(Raul Seixas - Paulo Coelho - M. Motta)

CONSTRUÇÃO

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Chico Buarque

Morrer lentamente



Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda as marcas no supermercado,não arrisca vestir uma cor nova,não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

clique para ampliar a imagem

amor prórpio


Você já notou que as pessoas que se amam são naturalmente atraentes? Elas deixam claro que estão felizes com a vida e para elas as coisas parecem ir e vir sem o menor esforço.
(Louise L. Hay do livro "O Poder Dentro de Você")

Poderes Mentais

Você dispõe de incríveis poderes mentais que, em geral, não usa plenamente. Ao estabelecer sistematicamente metas de vida e fazer planos para alcançá-las, economizará anos de trabalho duro para atingir os mesmos patamares de sucesso. O estabelecimento de metas permite-lhe fazer uso muito maior de seus poderes mentais do que a maioria das outras pessoas.

Sua mente consciente é o "escritório central" de sua vida. Seu papel é lidar com as informações existentes em seu ambiente, identificá-las, analisá-las e compará-las com outras informações; em seguida, decidir que medidas tomar.

Mas é seu subconsciente que detém os maiores poderes para capacitá-lo a realizar muito mais do que jamais conseguiu. Pelo menos 90% de seus poderes mentais encontram-se "sob a superfície". É fundamental que você aprenda a explorar esses poderes para motivar, estimular e impulsionar a si mesmo em direção à concretização de suas metas.


Programe-se com metas

Seu subconsciente funciona melhor quando dispõe de metas claras, tarefas específicas, medidas deliberadas e prazos bem estabelecidos. Quanto mais desses elementos você programar em seu computador subconsciente, melhor será o desempenho deste seu equipamento mental e mais você conquistará em menos tempo.

À medida que você estabelece suas metas e começa a persegui-las, é fundamental que estabeleça uma série de referenciais ou unidades de medida de que fará uso para avaliar seu progresso, dia após dia e hora após hora. Quanto mais claras e específicas forem as medidas que você estabelecer para esta avaliação, maior será a precisão com que atingirá seus alvos dentro do prazo.

Seu subconsciente precisa de um "sistema de pressão", formado por prazos estabelecidos por você mesmo para a realização de tarefas e a consecução de metas. Sem este sistema de pressão, torna-se fácil para você adiar tarefas importantes para muito depois, se é que chega a desempenhá-las.


Três chaves para o desempenho máximo

As três chaves para o desempenho máximo na consecução de suas metas são compromisso, completude e conclusão.

Quando você assume um compromisso sério de alcançar determinada meta, descartando todo tipo de justificativa, é como se pisasse no acelerador de seu subconsciente. Passará a ser mais criativo, determinado e concentrado do que jamais foi. Os grandes homens e as grandes mulheres são aqueles que assumem compromissos claros e inequívocos e se recusam a arredar pé, aconteça o que acontecer.

A completude é o segundo ingrediente do desempenho máximo. Existe uma enorme diferença entre executar 95% e 100% de uma determinada tarefa. É muito comum que as pessoas trabalhem duro até chegar ao nível dos 90% ou dos 95% para, em seguida, relaxar e adiar a conclusão da tarefa. Esta é uma tentação contra a qual você deve lutar. Deve permanentemente se forçar e se disciplinar a resistir a esta tendência natural e a caminhar sem hesitação até a conclusão da tarefa.


A "droga maravilhosa" da natureza

Toda vez que conclui uma tarefa de qualquer tipo, seu cérebro libera uma pequena quantidade de endorfinas. Esta morfina natural proporciona-lhe uma sensação de bem-estar e satisfação. Ela faz com que se sinta feliz e tranqüilo. Estimula sua criatividade e ajuda a desenvolver sua personalidade. É a chamada "droga maravilhosa" da natureza.

Quanto mais importante for a tarefa que concluir, maior será a quantidade de endorfinas liberada por seu cérebro — algo muito parecido com uma recompensa pelo sucesso e pelo trabalho realizado. Com o tempo, é possível que você adquira uma dependência positiva das sensações de bem-estar que recebe desse "afluxo de endorfina".

Mesmo quando conclui uma tarefa pequena, sente-se mais feliz. Quando conclui uma tarefa grande, sente-se mais feliz ainda. À medida que vai dando passos para a consecução de uma tarefa importante, você recebe, a cada etapa alcançada, um afluxo de endorfina. Sente-se constantemente feliz e eufórico quando está trabalhando com afinco para a realização de um trabalho importante.


Crie o sentimento de vitória

Todo mundo quer se sentir vencedor. Mas para se sentir como vencedor é preciso vencer. Você pode sentir o que é ser um vencedor ao executar 100% de uma tarefa. Quando consegue fazê-lo repetidas vezes, acaba adquirindo o hábito de levar até o fim as tarefas que empreende. Quando este hábito de concluir as tarefas se sedimentar, sua vida começará a melhorar de uma maneira que hoje você sequer é capaz de imaginar.

Em psicologia, o contrário também é verdadeiro. As "ações incompletas" são uma das maiores fontes de estresse e angústia. Na realidade, a maior parte da infelicidade que as pessoas sentem deve-se ao fato de que não conseguiram se disciplinar para persistir e levar à conclusão alguma tarefa ou responsabilidade importante.

Texto extraído do livro Metas, de Brian Tracy

Extraído de: http://www.despertardamente.com.br/s/artigos/poderes-mentais-793.html
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Real Time Analytics